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Universidade de Coimbra, Alta e Sofia Património Mundial da Humanidade

Universidade de Coimbra, Alta e Sofia Património Mundial da Humanidade
Património Mundial
Universidade de Coimbra, Alta e Sofia Património Mundial da Humanidade
Em 22 de junho de 2013, a Universidade de Coimbra, a Alta e a Sofia foram integradas na lista de Património Mundial da UNESCO.

Descrição

Em 22 de junho de 2013, a Universidade de Coimbra, a Alta e a Sofia foram integradas na lista de Património Mundial da UNESCO. Esta classificação diz respeito ao edificado, mas engloba também uma dimensão imaterial justificada pelo papel da Universidade de Coimbra como construtora e difusora, durante séculos, da língua e cultura portuguesas.
Sentimo-nos orgulhosos. Portugal tem outros locais notáveis classificados como Património da Humanidade, mas Coimbra, cidade fantástica e encantada, bem o merecia.
Para o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, esta classificação desperta um sentimento de júbilo responsável. A segunda parte da expressão deve-se à consciência de que a cidade tem muito para fazer, para reparar, para construir, para continuar a merecer a distinção da UNESCO.
Para esse muito que há a fazer são precisos milhões de euros de que a Câmara e a Universidade não dispõem. Por isso Manuel Machado tem defendido que, no próximo quadro de apoios europeus, o Portugal 20 20, seja criada uma linha destinada em exclusivo às áreas classificadas como património mundial.
Noutro plano, Manuel Machado anunciou que pretende investir quase 7 milhões de euros na reabilitação de edifícios e espaços públicos no centro da cidade. Cerca de metade deste valor provirá de um empréstimo a contrair ao Banco Europeu de Investimento (BEI) e os restantes 50% através de receitas camarárias.
Com a reconversão do edificado pretende-se desencadear uma regeneração social, atraindo mais gente, mais lojas, mais negócios, mais vida para o centro histórico de Coimbra.
Neste pouco mais de um ano entretanto decorrido sobre a data da classificação, a Câmara Municipal de Coimbra concluiu um trabalho, recentemente consolidado com a aprovação da revisão do PDM, que implica a definição exata, por parte dos serviços camarários, da área classificada, dos bens classificados e da respetiva zona de proteção.
São 35,5 hectares de área classificada, mais 81,5 hectares de zona de proteção. Ou seja, 117 hectares no total. Esta definição exata terá impacto, nomeadamente na delimitação de benefícios fiscais. Para além de a Câmara Municipal de Coimbra já ter minorado o IMI nesta área, está-se a trabalhar no sentido de os proprietários de imóveis poderem beneficiar de IVA a 6%, em vez dos habituais 23%, nas obras de recuperação dos mesmos.
A Câmara está a elaborar o projeto da chamada Via Central, que ligará a Rua da Sofia e a Avenida Fernão de Magalhães. Os serviços municipais estão a desenvolver o projeto de execução, que será depois apresentado ao Executivo Municipal para posterior lançamento de concurso público. Esta nova artéria, desde logo acabará com um vasto organismo em decomposição, na Baixa de Coimbra, e terá espaço suficiente para acolher o futuro metro ligeiro de superfície.
A autarquia está também a trabalhar na abertura de uma nova ligação entre a Rua Dias Ferreira e a Rua de Aveiro, passando pela Cerca de São Bernardo, e a preparar uma intervenção no Terreiro da Erva.
Os estudos necessários à colocação de sinalética de Património Mundial estão concluídos. Esta é uma das obrigações do acordo assinado com a UNESCO. E decorre, nesta altura, o trabalho de fundição do respetivo símbolo deste Património. Decorre ainda o estudo para e demarcação e identificação dos locais e vias a sinalizar, assinalando que Coimbra é uma cidade Património Mundial.
A intervenção no Colégio da Graça, situado na Rua da Sofia, está praticamente pronta. Aí será instalado o Centro de Documentação 25 de Abril.
A Câmara e a Universidade de Coimbra juntaram-se também no lançamento de uma ligação entre a Baixa e a Alta da cidade através de um percurso pela mata do Jardim Botânico. Este trajeto poderá ser visitado e beneficiará de um meio de transporte público. Para além da beleza paisagística ao longo do caminho, espera-se um desanuviamento do excesso de estacionamento no polo 1 da Universidade, já que os carros, habitualmente a mais nessa zona, poderão ficar no estacionamento do Parque Verde.